II Mostra Mira reúne filmes, oficinas e debates sobre cinema documental feito por mulheres, em São Luís
Mostra terá lançamento do filme “Aqui não entra luz”, de Karol Maia
Mostra terá lançamento do filme “Aqui não entra luz”, de Karol Maia
Divulgação/Mostra Mira
São Luís recebe, de 17 a 20 de junho, a segunda edição da MIRA – Mostra de Cinema Documental. Com o tema “Todas as águas correm para o mar”, o evento reúne exibições de filmes, debates, oficinas e encontros com realizadoras de várias regiões do país. A proposta é destacar a contribuição das mulheres para o cinema documental brasileiro.
Com curadoria de Ingrid Barros, Camila Soares e Edileuza Penha, a edição de 2026 propõe reflexões sobre memória, identidade, ancestralidade e criação audiovisual a partir das trajetórias de mulheres cineastas.
O tema “Todas as águas correm para o mar” usa a água como metáfora para representar a circulação de saberes, a construção de memórias e a conexão entre diferentes gerações do audiovisual.
As atividades serão realizadas em vários pontos da cidade. Os principais locais são o Espaço Cultural Humberto de Maracanã e o Teatro da Cidade (Cine Roxy).
Programação inclui filmes, debates e oficinas
A programação inclui sessões de cinema, rodas de conversa, oficinas e debates para diferentes públicos. Entre os destaques estão:
Roda de conversa “Cinema Documental no Feminino”, com Antônia Ágape, Safira Moreira e Karol Maia;
Mesa “Eu Sou Uma Cineasta: Cinema, Memória e Travessia”, com Antônia Ágape e Carine Fiúza;
Aula magna “Tecendo Imagens, Bordando Memórias: Cinema Negro no Feminino”, ministrada por Edileuza Penha
Lançamento do filme “Aqui não entra luz”, de Karol Maia.
O público poderá participar de atividades formativas como “Cinema Possível: Direção de Fotografia Inventiva”, com Rafaella Gonçalves; “Onde o Filme Deságua: Redes de Articulação e Cinema de Impacto”, com Camila Soares; e “Política da Memória – Imagens e Narrativas Negras”, com Safira Moreira.
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A mostra também terá sessões voltadas ao público infantil, por meio do Cine Erê, que visa fortalecer o diálogo entre cinema, educação e formação de novos espectadores.
O encerramento terá a exibição do longa-metragem “Cais”, seguida da performance “Mojubá”, da artista Correnteza Braba. A programação termina com um cortejo conduzido por Mestra Roxa e pelas Caixeiras, em celebração ao encontro entre cinema, memória e cultura popular.
Mostra homenageia pioneira negra do cinema na Paraíba
Antônia Ágape, pioneira negra do cinema na Paraíba e referência no audiovisual brasileiro
Divulgação/Mostra Mira
A homenageada desta edição é a cineasta paraibana Antônia Ágape, pioneira negra do cinema na Paraíba e referência no audiovisual brasileiro.
Formada em Cinema Direto pela Associação Varan, em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), ela dirigiu, em 1982, o curta-metragem “As Cegas”. A obra ficou mais de 40 anos sem exibição pública.
O filme foi redescoberto a partir de uma pesquisa da cineasta e pesquisadora Carine Fiúza sobre mulheres negras no audiovisual brasileiro. Desde então, passou a simbolizar a importância da preservação da memória e da valorização de trajetórias historicamente invisibilizadas.